Resumo

A estação de rádio nos bairros (sub)urbanos de classes operárias na área metropolitana de São Paulo é um espaço “conquistado” e um alvo do Estado Brasileiro. Ela é um sítio de formação comunitária articulada pelo conceito de “informação” e um exemplo de “invasão” e “pirataria” ilegal. Apesar de que a tecnologia digital (i.e. a Internet) tem se espalhado na periferia, a exclusão digital representa um papel significativo no cotidiano da periferia. Por sua parte, os hip-hoppers têm afirmado que essa falta de acesso pode ser utilizada como uma “arma” ideológica na busca por respeito e expressão de localidade. Nesta comunicação vou combinar pequenas narrativas etnográficas com uma breve análise teórica sobre a relação entre o estado, espaço, raça e classe para esclaracer o impacto da rádio comunitária em São Paulo.