| A presente comunicação tem como objetivo analisar os discursos e práticas referentes os cuidado de saúde em relação a HIV/AIDS, de mulheres que têm na prostituição a sua principal atividade laboral. O objetivo é pensar a prostituição como uma atividade laboral que termina por ser vivenciada em muitos momentos como uma atividade ilícita, o que vai terminar por acarretar um significativo aumento da vulnerabilidade a qual essas profissionais estão expostas. A partir de pesquisa de campo realizada em Lisboa/Portugal e Belém/Pará-Brasil com profissionais do sexo que trabalham na prostituição de rua, busco analisar as implicações da atividade prostitucional como uma atividade criminalizada o que contribui para ampliar o índice de vulnerabilidade a que essas mulheres estão sujeitas, e refletindo ainda a partir de uma perspectiva da epidemiologia crítica, pensar todas as implicações dos riscos de saúde aos quais essas mulheres estão expostas, e que fazem parte da própria lógica da atividade prostitucional. |