| A cidade de Belém vem passando por um processo de transformação e reconfiguração significativas de sua paisagem nas últimas cinco décadas. Dessa maneira, torna-se relevante registrar as impressões, interpretações e representações de antigos habitantes da cidade a respeito das mudanças ocorridas em seu espaço de pertencimento. Embora exista diversas formas de se conhecer uma cidade, para o caso deste trabalho adota-se o ponto de vista dos taxistas da cidade de Belém. Estes são profissionais liberais que constroem uma carreira profissional pautada no deslocamento entre os perímetros da cidade e no contato com diferentes atores sociais. Dessa forma, relatos a respeito da carreira de motorista e sobre as transformações da cidade, assim como narrativas sobre assombros e visagens nas quais está inserida a figura do taxista podem emergir como instrumentos de compreensão da dinâmica do tempo em uma metrópole como Belém e como elementos que evidenciam os elos entre imaginário, memória e pertencimento a uma paisagem urbana. |