| As residências terapêuticas fazem parte da política de reformulação da assistência psiquiátrica no Brasil que busca constituir uma rede de serviços substitutivos à internação hospitalar, sumariamente, elas são casas criadas para abrigar até oito pessoas egressas de longa internação psiquiátrica. Neste trabalho, minha proposta é discutir, a partir da pesquisa de campo realizada em residências terapêutica de Barbacena- MG, como essas pessoa se apropriaram dos espaços da residência e como algumas práticas do período em que estavam no hospital continuam fazendo sentido no novo local de moradia. Entre as 25 residências pesquisadas, com algumas poucas exceções que também serão tema deste trabalho, é possível notar um padrão na ocupação da casa, na distribuição dos móveis, e no uso dos espaços conforme eles sejam considerados coletivos ou privados. Outro ponto a ser discutido é que a proposta de implantação das residências terapêuticas já trazia consigo uma idéia de casa e de coabitação, o que influi de maneira decisiva na configuração destas moradias. |