Resumo

Para muitos jovens brasileiros o ingresso na universidade é acompanhado pelo desafio de sair da casa dos pais e buscar alternativas de moradia em outra cidade. É o caso daqueles cuja graduação é realizada em uma universidade distante do seu município de origem. Para esses, a estratégia de moradia mais comum é compartilhar casas ou apartamentos com outros estudantes, formando repúblicas estudantis. A coabitação constitui o ponto de partida para a experimentação de um modo de vida diferente do que vivenciam na casa da família. Entre a liberdade devida ao fato de estarem longe da vigilância dos pais e a responsabilidade de cuidar da casa e de si, que experiências tomam lugar nas repúblicas? O que significa para eles fixar residência em outro município por um certo período de tempo? Como vivenciam esse tempo? Que significados essas vivências conferem ao ser jovem e, sobretudo, ao ser universitário? Tais questões norteiam a pesquisa que toma como campo empírico as repúblicas estudantis da cidade de Sobral, localizada no estado do Ceará e tem como objetivo analisar, a partir de notas etnográficas, os significados que esses espaços assumem para os jovens que neles habitam.