Resumo

De como os moradores do entorno da mata atlântica, antiga Colônia Juliano Moreira (atual Campus da Fiocruz), a partir de categorias como cidade, propriedade, público-privado, invasão-ocupação, casa e território elaboram estratégias discursivas e práticas sociais para legitimar a apropriação, construir um passado constitutivo de suas sociedades e criar uma identidade local particular. Levados para ali por um conhecido processo demográfico associado à questão da escassez de moradia, essa origem comum perde seu sentido matricial ao longo do processo de fixação, fértil na produção de diversas identidades locais como se uma clivagem produzisse descontinuidades sobrepostas ao território ocupado. A elaboração simbólica contém uma radicalidade equivalente aos dos entreveros que cercaram a ocupação descrita pelo autor a partir de entrevistas com os envolvidos no processo.