Resumo

A partir do contato com os Kaingang e sua ambiência na paisagem da “cidade de Porto Alegre”, este ensaio versa sobre o cotidiano Kaingang em meio às diversas apropriações e considerações estéticas acionadas pelos fög em diálogo com a presença Kaingang nesta “cidade”. Descrevendo alguns elementos de discurso e pontos de vista fög sobre aspectos visuais tanto do artesanato Kaingang comercializado por estes na cidade quanto da vida social destes em seu sistema doméstico, sua aldeia, busca-se refletir estes elementos enquanto representações visuais pertencentes a um sistema simbólico visual fundamentado em multifacetadas visões estetizadas e estetizantes da presença Kaingang acionadas por segmentos fög distintos. Através destes elementos surgidos do contato inter-étnico realiza-se uma reflexão quanto às apropriações e considerações fög inseridas numa noção antropológica de tensão conjuntural marcadamente constituída por uma ambigüidade estética, esta apontada nos discursos e elementos referenciais fög em relação aos Kaingang e sua presença em Porto Alegre.