Resumo

A cidade é o lócus onde as ambigüidades humanas e os fenômenos se manifestam de forma mais intensa. Os trânsitos dos signos e dos símbolos trazem à tona novas maneiras de compreender a dimensão sócio-cultural, configurada em modelos contemporâneos atuais que, muitas vezes, confundem-se com simulacros das próprias experiências dos sujeitos, em que as trocas e as interações acontecem em uma nova relação espaço-temporal, contribuindo para acréscimos nas contribuições da concepção de cultura. Os objetos sempre foram importantes para analisar e entender a multiplicidade de experiências, identidades e a própria diversidade cultural no sentido mais lato, especialmente nos dias atuais. O consumo dos bens piratas circunscreve nesses objetos e está inserido na lógica cultural contemporânea, sendo considerado um sistema de organização social que possui uma estrutura social característica e envolve modelos de relações sociais, resultando na diversificação dos sistemas sociais, compreendidos pelo viés da representação, prática e apropriação. Nesse sentido, busca-se aflorar cenários simbólicos pouco nítidos que são cruciais para a produção científica como produto da realidade.O propósito desse trabalho é trazer apontamentos sobre a investigação das práticas de consumo dos bens piratas de marca nos Shoppings Populares de Belo Horizonte, procurando entender como os valores simbólicos são atribuídos a partir dos sujeitos contribuindo para as construções teóricas atuais.