| O que pretendo discutir neste artigo é a apreensão, por parte da mãe, de práticas pedagógicas violentas tendo como foco a oposição entre a mãe boa e a mãe má. Levo em conta o distanciamento dessas práticas enquanto socialmente justificadas. Sendo assim, é necessário compreender o que é ser mãe e suas atribuições, de um lado tendo que ser carinhosa e do outro lado severa quando esta julga ser necessário. Portanto, nos mostrando duas formas antagônicas de maternidade, uma em que a mulher é corpo, sentimento, dedicação, proteção e incapaz de praticar violência; e, do outro, a mulher, que muitas vezes tem como papel o de castigar seus filhos tendo a disciplina física como método. A idéia levantada é abarcar os consensos intersubjetivos e pré-reflexivos (Souza, J. 2006), que sustentam essa relação. Dessa forma, busca-se então uma relação entre a imagem da boa mãe a que cuida, e que se dedica ao bem-estar de seu filho e a mãe má a que castiga. |