| O trabalho proposto terá como base a idéia de que, as representações hegemônicas do mal (no que se refere ao fenômeno religioso), na sociedade brasileira ainda baseiam-se na perspectiva cristã. Percebendo também que, essas representações, que as religiosidades cristãs têm a respeito do mal, se transformaram através do tempo, apesar de terem mantido um anátema oriundo de nossas relações sociais e raciais que remontam a Colônia. Elas estabeleceram no imaginário popular a idéia de que as religiões de matriz africana são satanistas e, portanto, corporificam o mal. Nosso trabalho tenta então, demonstrar que parte das fronteiras da alteridade cristã é hegemonicamente estabelecida através desse pressuposto: “Macumba é coisa do Diabo!”. O que na nossa modernidade reverberou em um campo religioso de disputas, onde a hegemonia cristã sobre as religiões de matriz africana ainda é latente. |