| A partir de trabalho de campo realizado durante quatro anos com meninos e meninas de rua da cidade de Brasília (DF) pretendo neste ensaio contrapor duas perspectivas que acionam representações do mal diversas: a dos meninos e meninas de rua , em que os ícones do mal seriam a casa e a tutela; e a da “sociedade”, em que um dos ícones do mal (o mal que se adivinha) são as próprias crianças no espaço público da rua. Para capturar esta segunda perspectiva, serão utilizados como dados etnográficos exertos de construções narrativas presentes em obras cinematográficas e literárias brasileiras do século XX. Serão problematizadas as noções de sexualidade, liberdade, completude, legalidade, bem e mal, em um exercício que nem sempre se mostrará inteligível para os nativos em questão. |