| O cinema consegue refletir e reproduzir noções de uma sociedade, atuando na construção de imaginários. Deste modo, o cinema apresenta-se como uma maneira de legitimar concepções que podem enfocar tanto valores quanto estereótipos sendo, portanto, uma arena configurada por seu lado político implícito ou explícito e não apenas entretenimento. No intuito de constituir uma reflexão sobre a hospitalidade como objeto de interesse antropológico e suas interfaces com a mídia, o cinema é analisado enquanto espaço privilegiado para a construção de representações acerca da hospitalidade. “Turistas” é um filme sobre o Brasil, mas que foi feito pelo outro. É a maneira como o outro, isto é, principalmente os Estados Unidos atribuem sentidos à hospitalidade brasileira, o que leva a uma reflexão acerca da “guerra de imagens” travada neste processo. A experiência audiovisual que fundamenta este estudo é marcada pela visão que os americanos têm do Brasil, uma forma singular de entendimento e problematização da realidade do país. É viável pensar como a imagem do Brasil é construída e utilizada pelo cinema americano, bem como entender as repercussões deste processo. |