| O trabalho discute a especificidade da “participação” de cidadãos com relação ao monitoramento dos riscos tecnológicos, especialmente, o “risco nuclear”, partindo do pressuposto que a eficácia desse tipo de processo participativo depende necessariamente da mediação de um experto, já que,apenas os sentidos (olfato, tato, paladar, audição e visão) não servem para o estabelecimento de critérios classificatórios. A presente análise tem basicamente por referência empírica os temas recorrentes nas audiências públicas organizadas para o licenciamento das duas usinas nucleares brasileiras de tecnologia alemã (Angra 2 e Angra 3). Para evidenciar a importância da expertise para a eficácia da participação de segmentos da população, ao longo do processo decisório de implementação de indústrias nucleares e com relação ao seu funcionamento, também me reportarei ao contexto francês. |