| Um estudo sobre a identidade social de moradores de uma localidade do Município de Maquiné, RS, uma área de grande interesse para a conservação ambiental, apresenta um grupo rural, com tradição ligada a uma agricultura para auto-consumo realizado em propriedades de pequeno porte, o qual a identidade entrecruza-se entre agricultores e extrativistas. A análise desta situação de sobreposição de identidades, ligada a um processo de conflito socioambiental aponta para um processo de mudanças deste grupo frente a um crescente discurso de apelo a preservação ambiental. Como uma das características deste processo podemos identificar a presença de novos mediadores sociais, ligados a área técnico-científica e/ ou militância em movimento ecológico ou a iniciativa privada, como fomentadores dessas mudanças. Partindo da compreensão que estas situações de mediação podem trazer elementos que podem aprofundar algumas facetas deste amplo processo de ambientalização, neste trabalho apresenta-se a análise de um caso empírico, onde, se verifica a presença e o conflito entre diferentes categorias de mediadores. Na análise deste caso, conceitos utilizados nos estudos de comunidades são revisitados, colocando também como um dos aspectos, o resgate de algumas categorias sociais, como o campesinato, neste caso sobreposta à categoria populações tradicionais, enfatizando este contexto de conversões identitárias como um dos aspectos vivenciados por estes grupos envolvidos em conflitos socioambientais. |