| Este paper trata das políticas de Estado com relação às pessoas que vivem na e da floresta, tendo como ponto de partida da análise o conjunto de leis e decretos que regulam a criação e manutenção de florestas, desde 1934. São postos em correlação os textos legais, as políticas de Estado referentes a cada nova legislação e a própria reestruturação institucional, assim como a contribuição dos intelectuais na nominação dos nativos, - aqui entendidos em suas múltiplas dimensões: daquele que vive na e da floresta, de personagem de análise intelectual e de agente de sua própria história -, e sua influência na formação de um pensamento nacional. São estudadas dentro de cada contexto político categorias como caboclo e silvícola, e com relação a épocas mais recentes, povos da floresta e populações tradicionais. Essas categorias são pensadas tendo em vista as políticas de esvaziamento/controle ou de manutenção regulada de nativos nas florestas. O caso empírico estudado, o da Floresta Nacional de Caxiuanã (Pará) permite cotejar a intenção dos legisladores e a prática concreta dos agentes do Estado. |