Resumo

O presente estudo se propõe a apresentar as perspectivas dos agentes sociais envolvidos em um conflito ambiental em torno do licenciamento de um grande projeto de carcinicultura, que planeja instalar-se em 1500 hectares do manguezal de Caravelas, Bahia. A partir de uma pesquisa de campo de longa duração, este trabalho procura traçar as relações que os agentes sociais em disputa - o empreendedor, as ONGs ambientalistas, as marisqueiras e as crianças – estabelecem com o meio ambiente, que a população local nomeia mangue. O que esses diferentes agentes sociais revelam não são simplesmente diferentes formas subjetivas de se “representar o mundo”, mas sim interações sociais que denotam modos particulares e múltiplos de se relacionar com o manguezal, que cabe no presente estudo desvendar.