| MÉ toda a questão da natureza da Antropologia como ciência, compreendendo a questão do relacionamento das chamadas ciências naturais com as chamadas ciências da cultura, que se joga na questão teórica e metodológica sobre o meio ambiente. Neste trabalho se quer chamar atenção para algumas tentativas de solução que, para esta questão, foram sugeridas pela Antropologia norte-americanas nas últimas décadas do século XX, de modo especial pelo materialismo cultural associado a Marvin Harris, sediado, no auge do seu esplendor, na Universidade de Columbia na Cidade de Nova Iorque, que pareceria querer por em prática, de maneira radical, o programa hempeliano da redução da cultura à natureza. Tenta-se em seguida, em procedimento semelhante ao de Marvin Harris com relação ao tratamento do gado (“cattle complex”) na Índia, testar o valor heurístico da materialismo cultural na explicação das religiões afro-pernambucanas com seus ritos marcadamente sacrificiais. Finalmente, em linhas análogas às adotadas por Vayda & Rappaport, chega-se à noção de “truque” como complemento e eventualmente correção, à idéia harrisiana do determinismo ambiental e demográfico. |