| Esse trabalho pretende oferecer uma contribuição aos estudos migratórios, apresentando um estudo de caso sobre famílias que deixaram o campo em direção à cidade ou mesmo se deslocaram entre espaços rurais distintos; buscando entender os efeitos desse deslocamento na (re)organização e (re)definição dos papeis sociais, analisando de que maneira é (re)construída ou (re)significada a noção de pertencimento vinculada ao imaginário político, religioso e ideológico em se tratando de valores como deveres, honestidade, ética e respeito. A pesquisa tenta identificar elementos de pertencimento, imaginário e representações, contidos nas falas desses camponeses, relacionando memória e trajetória com a construção de identidades sociais que são permeadas por conceitos de hierarquia, parentesco, reciprocidade, representações, conflitos e lutas em busca da afirmação do grupo. Nesse exercício a história oral e a oralidade foram utilizadas como principal instrumento de coleta, análise e sistematização dos dados, aliadas à história de vida e às construções individuais das representações coletivas, tentando perceber os mecanismos de “aceitação” ou “rejeição” às regras e valores morais urbanos. |