Resumo

A pesquisa analisa um caso de conversão identitária em curso em uma comunidade negra rural localizada na região central do estado do Rio Grande do Sul. Desde o início desta década, tal comunidade reivindica o reconhecimento enquanto remanescente de quilombo. Através de uma etnografia dos meandros desta identificação, busca-se compreender as condições de produção da identidade de quilombola por meio das redes em que tal identificação se acha imbricada. Argumenta-se que tal dinâmica identitária entrelaça-se com diversos fatores, formando uma rede que de forma alguma se resume aos fluxos ditados pelo Estado.