Resumo

Este trabalho pretende discutir a racialização da saúde no Brasil como forma de construir e reconstruir novas e velhas identidades étnicas e raciais através do programa governamental “Saúde da População Negra”. Neste cenário, raça emerge como uma ferramenta analítica e como instrumento político para superação das iniqüidades históricas existentes no Brasil. A saúde é racializada quando são criadas políticas públicas específicas para uma parcela da população. O corpo negro ganha diferentes significados ao ser relacionado a determinadas doenças. O debate emerge sob o pano de fundo da relação natureza X cultura, aspectos biológicos X sociais e envolve vários sujeitos como “população negra”, gestores públicos, profissionais de saúde e mediadores do Movimento Negro produzindo discursos que racializam a problemática da saúde.