| A investigação inscreve-se numa leitura da corporalidade que põe acento no modo em que os pacientes se utilizam de seus corpos, no espaço do internamento, para estabelecerem vínculos sociais entre si. A especificidade dessa leitura consiste em pensar o corpo enquanto uma linguagem pública, social. Nossa hipótese, é que através do corpo, de sua expressão enquanto linguagem, é que se definem, a priori, os critérios de aproximação e afastamento entre os doentes mentais e que por isso estruturam as relações de poder. Para desenvolver esse trabalho, elegeu-se como método a etnografia através da observação participante e como espaço de trabalho um Hospital Psiquiátrico – modelo de uma Instituição Total. A escolha não foi aleatória, pois acreditamos que o internamento do indivíduo, e o seu isolamento social, instauram uma dinâmica singular entre os indivíduos que passam por essa experiência. Com efeito, é neste campo, que iremos estudar a corporalidade, sublinhando que: nossa preocupação recai, especialmente, na articulação daquela entre indivíduo e sociedade. Nosso objetivo, portanto, é identificar quais são os códigos, símbolos e significados presentes nessa corporalidade que definem os critérios de identificação, associação, aproximação e afastamento entre os internos. Bourdieu, , Csordas, Foucault, , Goffman, Le Breton, Merleau-Ponty, dentre outros, são exemplos de nossa referência bibliográfica. |