| O trabalho leva ao debate, dentro do tema proposto pela coordenação do GT, as contradições do desempenho de lideranças indígenas no contexto de políticas indigenistas, observadas pela autora em suas atividades como Assessora Parlamentar e Secretária Técnica do PPTAL, da FUNAI. As lideranças indígenas sempre foram preparadas no contexto do indigenismo oficial, de integração dos individuos, de fazer de cada índio um cidadão comum, capaz como qualquer outro sertanejo ou citadino. Nessa formação são visíveis os contrastes dos seus serviços de líderes na gestão do patrimônio indígena. Com o advento das ONG's, novas lideranças são preparadas, sempre no fulcro da sua escolaridade, agora denominada "capacitação", para a defesa de programas de desenvolvimento ou de demarcação da terra. Tem sido comum essas novas lideranças repetirem o mesmo afastamento dos serviços para os quais foram preparadas junto ao patrimônio indígena e, invariavelmente, quando isso se dá, igualmente, não se reconhecem em um lugar na sociedade capaz de competir com outras lideranças nacionais. |