Resumo

Entre as inúmeras transformações da contemporaneidade, elegemos para este trabalho a maneira como os indivíduos pós-modernos vêm se relacionando com o seu corpo. As novas tecnologias têm propiciado, não somente questionar a tradição, como também uma autonomia cada vez maior e recursos de todas as ordens para interferências e modificações no corpo. Delimitamos o amplo campo que se abre sobre este tema, através da seguinte questão: quais as contradições da autonomia sobre o corpo, em uma cultura de utilização/naturalização de medicamentos para potencialização das capacidades dos indivíduos? A partir das análises de B.Latour, buscamos aqui aprofundar uma discussão sobre a microinterferência da tecnociência no corpo humano e suas implicações socioculturais.