| Neste trabalho disserto sobre algumas das práticas executadas por pesquisadores em um laboratório de Neurotoxicidade e Psicofarmacologia da Universidade Federal de Santa Maria. Neste ambiente são realizadas pesquisas em torno da produção de fármacos para a amenização da dor. Durante este processo são utilizados modelos animais (ratos e camundongos) que atuam como artífices dos mecanismos de construção científica. Apresento aqui a relação entre pesquisadores e cobaias mediadas por diversos aparelhos de inscrição e outros artefatos. Analiso as relações intersubjetivas entre humanos e não-humanos no contexto laboratorial. Estas manifestações oscilam entre estados eufóricos e de pesar dependendo da forma de utilização e também do objetivo a ser alcançado nestas práticas. As relações intersubjetivas são mutuamente refletidas sobre os seus termos: humanos e não-humanos. Elas demonstram uma ligação entre esses agentes em fluxo recíproco significativo, ou seja, mais do que meras projeções, estes laços pressupõem simetria e intersubjetividade. Para alcançar estes objetivos utilizei como metodologia a observação participante além de entrevistas com os pesquisadores e tomo como referencia teórica na produção deste trabalho a antropologia da ciência e tecnologia, seguindo o protocolo etnográfico sugerido por Bruno Latour. |