Resumo

O principal objetivo deste trabalho foi e é etnografar a composição de uma Rádio Livre situado em Belo Horizonte, MG: a Radiola, cartografando o processo de “composição progressiva social” do que os nativos chamam de coletivo. A pesquisa é fruto do trabalho de conclusão de curso e recentemente de mestrado em Antropologia Social na UFMG sob orientação do Prof. Eduardo Viana Vargas. As Rádios Livres aparecem no cenário brasileiro como um movimento recente cuja análise é complexa. Além de operarem na clandestinidade, as Rádios Livres versam sobre uma nova forma de auto-gestão, os rizomas; e são alvos de represálias vindo de órgãos reguladores como a Anatel e a Polícia Federal, estando envolvidas em uma série de controvérsias. O trabalho de coletar, sublinha Bruno Latour (2004), está no contexto do termo coletivo, que prevê uma distribuição prévia de direitos e deveres dos humanos e não humanos. Assim como nas Rádios Livres, principalmente na experiência que foi aprofundada através do trabalho de campo na Radiola, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a composição do coletivo é uma tarefa árdua, que envolve distintos interesses que emergem para um único objetivo em comum: fazer uma rádio que não tem concessão de funcionamento do Governo ir ao ar.