| A partir da etnografia de uma festa realizada para comemorar o aniversário de um ano de uma “cachorrinha de estimação” – em um ambiente de convivialidade própria do universo de pessoas que compartilham da mesma visão de mundo em que os cães são percebidos enquanto membros da família – pretendo analisar algumas questões como novos arranjos familiares, formas de socialidade nos centros urbanos, a interpenetração das “fronteiras” entre animalidade e humanidade uma vez que os cães tornam-se pessoas e, de certa forma, eles é que “humanizam” seus proprietários. O que faz com que cada vez mais pessoas prefiram ter cães a filhos? Porque eles são tratados como humanos? O que leva os donos a pensarem que seus cães são “reflexos” de si mesmos (psico-socialmente)? Essas são algumas das perguntas que pretendo discutir nesse trabalho. |