| O trabalho baseia-se numa pesquisa etnográfica feita na cidade americana de Austin (Texas, EUA) no período de Novembro de 2006 a Novembro de 2007 com um grupo interdisciplinar de cientistas engajados na criação de um modelo computacional das interações entre calor e tecidos humanos. A análise focará as interações dos cientistas em Austin e os dilemas por eles enfrentados em seu trabalho científico no que diz respeito à “digitalização” de processos biológicos. O trabalho conclui que esse processo de tradução do corpo e suas funções está marcado por incompreensões e dificuldades de traduzir entre a biologia e as engenharias, o que esclarece alguns dos dilemas desse tipo de iniciativa. Tais dilemas tornam-se mais prementes na medida em que a ciência atual em todo o mundo, incluindo o Brasil, investe pesadamente na agregação de tecnologias digitais às práticas da biomedicina. |