| Partindo da sugestão de que a emergência das redes sócio-técnicas no ciberespaço multiplicam as perspectivas de estados de natureza e de sociedade, de individual e de social, de representação e realidade, sugerindo que essas dimensões se compõem mutuamente, como uma só dimensão, tais quais as reflexões extraídas de etnografias ameríndias, melanésias e do círculo polar ártico, onde se tem dado cada vez mais atenção à proeminência do plano relacional, da socialidade, que inclui humanos e não-humanos, naquilo que se tem chamado de “antropologia pós-social”. Proponho nesta reflexão extrair as conseqüências de se pensar que a socialidade no ciberespaço, vai para além da pele e da tela, desmarcando as fronteiras entre o humano e a máquina.: afinal, que variação de mundo é esta, onde humanos e máquinas compõem aquilo que tratamos por relação social? |